O acúmulo de conhecimento no suporte digital, hoje é inevitável, a produção acelerada e em massa de arquivos digitais, sejam eles originados nesse formato ou documentos que se transformaram devido a sua digitalização tornam-se assunto relevante na área da Ciência da Informação, pois os profissionais da informação devem no seu exercício se responsabilizar pela a guarda e preservação destes materiais, tendo como principal interesse possibilitar o acesso a longo prazo dos documentos digitais que hoje já formam imensos acervos eletrônicos.
Assim como o livro tradicional em papel, os documentos eletrônicos sofrem com a degradação física de seu suporte (fita cassete de áudio, fita VHS, CD-ROM, DVD-ROM), as questões ambientais referentes ao acondicionamento destes materiais como temperatura, umidade e etc. devem ser pensadas a fim de prolongar a sua utilidade, porém a preservação do conteúdo informacional dos arquivos digitais ganha maior repercussão, onde a composição da informação que se encontra em formato digital é representada por dados e bits que necessitam de dispositivos tecnológicos para a realização de sua leitura, contudo a tecnologia está em constante transformação, as mídias digitais sofrem a todo o momento com a criação ou avanço de novos softwares, hardwares e formatos de armazenamento, deixando a informação digital vulnerável a obsolescência, que ocorre quando não há a consciência da importância de se realizar transferências, translações e conversões de informações digitais para novas e atuais mídias, assim como a atualização dos softwares envolvidos na leitura do arquivo digital que evoluem tão rapidamente com as novas tecnologias.
Com esse novo contexto e a atual era digital entende-se que a guarda, preservação e longevidade dos documentos digitais dependem da cuidadosa atenção dos bibliotecários que devem tornar as informações digitais acessíveis para a utilização plena de seus recursos no futuro próximo e distante, através de técnicas e políticas de preservação que garantam a integridade destas informações, levando em conta o tipo de acervo e as características do documento digital, o público-alvo que visa atender e o custo despendido no processo de preservação.
Veja também no Jornal da Unicamp um pouco mais sobre preservação de documentos digitais, uma matéria bem legal sobre o Projeto InterPares que tem como objetivo determinar modelos e padrões que permitam a gestão e a preservação de documentos digitais por longo prazo.
Fontes consultadas:
ARELLANO, M. A. Preservação de documentos digitais. Ciência da Informação, v.33, n.2, p. 15-27, 2004. Disponível em <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/305>
FERREIRA, Miguel. Introdução à preservação digital : conceitos, estratégias e actuais consensos. Guimarães : Escola de Engenharia da Universidade do Minho, 2006. Disponível em <http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/5820?locale=fr>


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