Páginas

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O SEER ou não SEER

Sistemas eletrônicos de editoração e gerenciamento de revistas atualmente estão ganhando espaço no setor editorial de revistas científicas e reconhecimento, pois a informação científica necessita ser divulgada e publicada de maneira rápida e que atenda aos pesquisadores de forma útil e relevante. Estes sistemas possibilitam a criação de revista eletrônicas na internet como um meio rápido e eficaz de divulgar e disseminar a informação a um número maior de leitores, porque permite uma abrangência muito maior do que a versão impressa que se torna muitas vezes uma publicação local, diminuindo assim os custos referentes à publicação impressa que geram grandes despesas. A informação que se dá através dos artigos das revistas eletrônicas se torna cada vez mais necessária as pesquisas e estudos, e por isso a qualidade e atualização destes artigos passam a ser realizadas de forma criteriosa e com alto grau de confiabilidade por parte dos autores, editores e avaliadores.


Existem muitos sistemas de gerenciamento de revistas, contudo o SEER (Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas) é um dos Softwares mais utilizado no Brasil, pois possui uma navegação de boa qualidade, na grande maioria todos os links funcionam, permitindo avançar ou retroceder com poucos cliques. As páginas abrem rapidamente e com facilidade, fazendo com que a movimentação entre as páginas e itens aconteça sem que o usuário se perca ou se confunda. O leiaute é agradável, original e bem construído, podendo se diferenciar das outras revistas que utilizam o SEER de um modo mais simples com um pouco mais de conhecimento da área de informática, em grande parte as informações estão bem organizadas e dispostas, apresentando na página principal o último volume, com o sumário e links com acesso direto aos artigos daquele volume, agilizando assim o processo de busca as informações. As revistas contém informações básicas à respeito da sua estrutura, organização e objetivo, contudo poderia ser apresentado no inicio de todas as revistas, na página inicial, uma breve descrição sobre a finalidade da revista para que o usuário encontre rapidamente o assunto tratado na revista, padronizando assim a apresentação do periódico eletrônico.  Os sites das revistas possuem também links externos que remetem o usuário aos sites das bases de dados em que a as revistas são indexadas, possibilitando o usuário a encontrar também informações complementares relativas à mesma área que a revista visa abordar.
O ISSN em revistas impressas é tão importante quanto o E-ISSN das revistas eletrônicas, pois garante a autoridade e a confiabilidade das informações geradas no ambiente virtual. A grande maioria das revistas publicadas no SEER  não possuem ou não divulgam o seu E-ISSN, o SEER como um sistema gerenciador e site hospedeiro para a publicação destes periódicos na internet poderia solicitar ou encaminhar a criação do E-ISSN e padronizar esta informação em todas as revistas em local visível e acessível. Considero também que os resumos dos artigos que aparecem na página da revista, antes de entrar no documento em pdf, poderiam apresentar também as palavras chaves em que o documento é indexado, pois caracteriza e indica o assunto abordado no artigo e facilita a compreensão do leitor referente ao tema do documento sem ser preciso baixar o arquivo.
É possível e necessário o cadastro em todas as revistas eletrônicas, onde este pode ser um instrumento útil e de fácil utilização, onde noticias e informativos podem ser divulgados com maior rapidez com a possibilidade de disseminar a informação de forma seletiva, informando aquilo que é de interesse para cada necessidade informacional do público e comunidade de usuários da revista cientifica.


Fonte consultada:


Ferreira, Ana Gabriela Clipes; Caregnato, Sônia Elisa. A editoração eletrônica de revistas
científicas brasileiras: o uso de SEER/OJS. Transinformação, v. 20, n.2, 2008. Disponível em:


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pense também na preservação do nosso mundo digital.

         
           O acúmulo de conhecimento no suporte digital, hoje é inevitável, a produção acelerada e em massa de arquivos digitais, sejam eles originados nesse formato ou documentos que se transformaram devido a sua digitalização tornam-se assunto relevante na área da Ciência da Informação, pois os profissionais da informação devem no seu exercício se responsabilizar pela a guarda e preservação destes materiais, tendo como principal interesse possibilitar o acesso a longo prazo dos documentos digitais que hoje já formam imensos acervos eletrônicos.
            Assim como o livro tradicional em papel, os documentos eletrônicos sofrem com a degradação física de seu suporte (fita cassete de áudio, fita VHS, CD-ROM, DVD-ROM), as questões ambientais referentes ao acondicionamento destes materiais como temperatura, umidade e etc. devem ser pensadas a fim de prolongar a sua utilidade, porém a preservação do conteúdo informacional dos arquivos digitais ganha maior repercussão, onde a composição da informação que se encontra em formato digital é representada por dados e bits que necessitam de dispositivos tecnológicos para a realização de sua leitura, contudo a tecnologia está em constante transformação, as mídias digitais sofrem a todo o momento com a criação ou avanço de novos softwares, hardwares e formatos de armazenamento, deixando a informação digital vulnerável a obsolescência, que ocorre quando não há a consciência da importância de se realizar  transferências, translações e conversões de informações digitais para novas e atuais mídias, assim como a atualização dos softwares envolvidos na leitura do arquivo digital que evoluem tão rapidamente com as novas tecnologias.
            Com esse novo contexto e a atual era digital entende-se que a guarda, preservação e longevidade dos documentos digitais dependem da cuidadosa atenção dos bibliotecários que devem tornar as informações digitais acessíveis para a utilização plena de seus recursos no futuro próximo e distante, através de técnicas e políticas de preservação que garantam a integridade destas informações, levando em conta o tipo de acervo e as características do documento digital, o público-alvo que visa atender e o custo despendido no processo de preservação.



Veja também no Jornal da Unicamp um pouco mais sobre preservação de documentos digitais, uma matéria bem legal sobre o Projeto InterPares que tem como objetivo determinar modelos e padrões que permitam a gestão e a preservação de documentos digitais por longo prazo.

                          
                        
Fontes consultadas:

ARELLANO, M. A. Preservação de documentos digitais. Ciência da Informação, v.33, n.2, p. 15-27, 2004. Disponível em <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/305>

FERREIRA, Miguel. Introdução à preservação digital : conceitos, estratégias e actuais consensos. Guimarães : Escola de Engenharia da Universidade do Minho, 2006. Disponível em  <http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/5820?locale=fr>

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Documentos eletrônicos: e o Bibliotecário nesta história?

              Os e-books e documentos eletrônicos estão aí, armazenados em nossos computadores, na internet, no nosso dia a dia, no trabalho, na nossa busca por informações a fim de tomar conhecimento ou por simples lazer. Não podemos ignorar o fato que os documentos eletrônicos atualmente fazem parte da interação homem, sociedade e mundo, a informação virtual facilita a comunicação, aprendizagem e disseminação de qualquer tipo de conhecimento e em diversos formatos: texto, imagem, vídeos e áudio.
                 Pensando neste novo contexto a partir das possibilidades que os documentos digitais permitem, podemos e devemos lembrar do Bibliotecário, profissional da ciência das informações, que se preocupa não somente com a ferramenta que disponibiliza a informação mas que também tem essencial e importante atuação no desenvolvimento, busca, preservação e organização destas informações digitais. Nesta história o Bibliotecário entra como facilitador entre o usuário e a grande quantidade de documentos encontrados em arquivos digitais, torná-los acessíveis e organizados através de técnicas de indexação que possibilitem a recuperação desta massa de informação, dominar as técnicas para leitura, busca e seleção das informações nos textos eletrônicos e garantir a guarda e preservação dos textos digitais também dependem da cuidadosa atenção dos Bibliotecários nas transferências e conversões de informações digitais para novas e atuais mídias.
                Portanto o bibliotecário de hoje atua em favor da disseminação da informação, e se esta se encontra também em formato digital, lá estaremos como profissionais capazes e competentes de possibilitar o acesso a estas mídias eletrônicas a qualquer um de nossos usuários.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Processo de digitalização de uma coleção de Gibis

          Apartir de análise do documento do Conarq sobre o procedimento de digitalização de uma instituição, foi proposto montar um esquema em formato de organograma para demonstrar as normas e etapas pela qual o documento escolhido passa para ser digitalizado.


         Captura digital do documento:
         Coleção: Gibis - histórias em quadrinhos publicadas em 1970.
         Formato do documento: encadernado em brochura, texto impresso com ilustração e cor.
         Com as características definidas, as seguintes etapas devem ser desenvolvidas conforme organograma abaixo para o processo de digitalização do documento.



Processo de digitalização da coleção de gibis