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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pense também na preservação do nosso mundo digital.

         
           O acúmulo de conhecimento no suporte digital, hoje é inevitável, a produção acelerada e em massa de arquivos digitais, sejam eles originados nesse formato ou documentos que se transformaram devido a sua digitalização tornam-se assunto relevante na área da Ciência da Informação, pois os profissionais da informação devem no seu exercício se responsabilizar pela a guarda e preservação destes materiais, tendo como principal interesse possibilitar o acesso a longo prazo dos documentos digitais que hoje já formam imensos acervos eletrônicos.
            Assim como o livro tradicional em papel, os documentos eletrônicos sofrem com a degradação física de seu suporte (fita cassete de áudio, fita VHS, CD-ROM, DVD-ROM), as questões ambientais referentes ao acondicionamento destes materiais como temperatura, umidade e etc. devem ser pensadas a fim de prolongar a sua utilidade, porém a preservação do conteúdo informacional dos arquivos digitais ganha maior repercussão, onde a composição da informação que se encontra em formato digital é representada por dados e bits que necessitam de dispositivos tecnológicos para a realização de sua leitura, contudo a tecnologia está em constante transformação, as mídias digitais sofrem a todo o momento com a criação ou avanço de novos softwares, hardwares e formatos de armazenamento, deixando a informação digital vulnerável a obsolescência, que ocorre quando não há a consciência da importância de se realizar  transferências, translações e conversões de informações digitais para novas e atuais mídias, assim como a atualização dos softwares envolvidos na leitura do arquivo digital que evoluem tão rapidamente com as novas tecnologias.
            Com esse novo contexto e a atual era digital entende-se que a guarda, preservação e longevidade dos documentos digitais dependem da cuidadosa atenção dos bibliotecários que devem tornar as informações digitais acessíveis para a utilização plena de seus recursos no futuro próximo e distante, através de técnicas e políticas de preservação que garantam a integridade destas informações, levando em conta o tipo de acervo e as características do documento digital, o público-alvo que visa atender e o custo despendido no processo de preservação.



Veja também no Jornal da Unicamp um pouco mais sobre preservação de documentos digitais, uma matéria bem legal sobre o Projeto InterPares que tem como objetivo determinar modelos e padrões que permitam a gestão e a preservação de documentos digitais por longo prazo.

                          
                        
Fontes consultadas:

ARELLANO, M. A. Preservação de documentos digitais. Ciência da Informação, v.33, n.2, p. 15-27, 2004. Disponível em <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewArticle/305>

FERREIRA, Miguel. Introdução à preservação digital : conceitos, estratégias e actuais consensos. Guimarães : Escola de Engenharia da Universidade do Minho, 2006. Disponível em  <http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/5820?locale=fr>

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Documentos eletrônicos: e o Bibliotecário nesta história?

              Os e-books e documentos eletrônicos estão aí, armazenados em nossos computadores, na internet, no nosso dia a dia, no trabalho, na nossa busca por informações a fim de tomar conhecimento ou por simples lazer. Não podemos ignorar o fato que os documentos eletrônicos atualmente fazem parte da interação homem, sociedade e mundo, a informação virtual facilita a comunicação, aprendizagem e disseminação de qualquer tipo de conhecimento e em diversos formatos: texto, imagem, vídeos e áudio.
                 Pensando neste novo contexto a partir das possibilidades que os documentos digitais permitem, podemos e devemos lembrar do Bibliotecário, profissional da ciência das informações, que se preocupa não somente com a ferramenta que disponibiliza a informação mas que também tem essencial e importante atuação no desenvolvimento, busca, preservação e organização destas informações digitais. Nesta história o Bibliotecário entra como facilitador entre o usuário e a grande quantidade de documentos encontrados em arquivos digitais, torná-los acessíveis e organizados através de técnicas de indexação que possibilitem a recuperação desta massa de informação, dominar as técnicas para leitura, busca e seleção das informações nos textos eletrônicos e garantir a guarda e preservação dos textos digitais também dependem da cuidadosa atenção dos Bibliotecários nas transferências e conversões de informações digitais para novas e atuais mídias.
                Portanto o bibliotecário de hoje atua em favor da disseminação da informação, e se esta se encontra também em formato digital, lá estaremos como profissionais capazes e competentes de possibilitar o acesso a estas mídias eletrônicas a qualquer um de nossos usuários.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Processo de digitalização de uma coleção de Gibis

          Apartir de análise do documento do Conarq sobre o procedimento de digitalização de uma instituição, foi proposto montar um esquema em formato de organograma para demonstrar as normas e etapas pela qual o documento escolhido passa para ser digitalizado.


         Captura digital do documento:
         Coleção: Gibis - histórias em quadrinhos publicadas em 1970.
         Formato do documento: encadernado em brochura, texto impresso com ilustração e cor.
         Com as características definidas, as seguintes etapas devem ser desenvolvidas conforme organograma abaixo para o processo de digitalização do documento.



Processo de digitalização da coleção de gibis